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Por que a memória falha e o que fazer para melhorá-la

A memória falha por razões que vão da falta de atenção ao estresse crônico e à privação de sono. Saber distinguir esquecimentos normais dos que merecem atenção é o primeiro passo para cuidar da saúde cognitiva.

Por Natalia Anauate
Psicóloga · CRP 06/103768
Publicado em 11/09/2025 · Atualizado em 15/07/2026

Esquecer onde deixou as chaves, não lembrar o nome de alguém conhecido ou ter um “branco” durante uma apresentação são situações comuns.

A memória, ainda que fascinante e eficiente, está longe de ser perfeita. Este texto explora as razões pelas quais a memória falha em determinados momentos e apresenta estratégias para preservar e melhorar essa capacidade essencial da mente humana.

O que é memória e como ela funciona

A memória é o processo pelo qual o cérebro codifica, armazena e recupera informações. Pode ser dividida em três etapas principais:

  1. Codificação – o momento em que uma informação é percebida e registrada pelo cérebro.
  2. Armazenamento – a manutenção dessa informação por um período de tempo, que pode variar de segundos a décadas.
  3. Recuperação – o processo de acessar a informação armazenada quando necessário.

Além disso, a memória é subdividida em diferentes tipos: memória de curto prazo, memória de longo prazo, memória episódica (ligada a eventos), semântica (conhecimento de fatos) e procedimental (habilidades e hábitos). As falhas podem ocorrer em qualquer uma dessas etapas ou tipos.

Por que a memória falha: principais causas

Falhas de Memória: Causas e Como Melhorar

No geral, pode-se dizer que a memória tende a apresentar falhas devido às seguintes causas:

1. Falta de atenção

A atenção é uma condição prévia para a memorização. Se você não estiver focado quando uma informação é apresentada, ela dificilmente será codificada de forma eficaz.

Por isso, distrações no ambiente, uso excessivo de dispositivos eletrônicos ou tentar fazer multitarefas comprometem a formação da memória.

2. Estresse e ansiedade

O estresse crônico eleva os níveis de cortisol, um hormônio que, em excesso, pode afetar negativamente o hipocampo — a região do cérebro essencial para a formação de memórias.

Logo, a ansiedade também interfere na atenção e, consequentemente, na memória.

Quando o esquecimento preocupa, a avaliação médica vem primeiro, e nada aqui substitui essa consulta. Mas se o médico não encontra causa orgânica e o cansaço continua, a terapia para estresse com um psicólogo, presencial, ajuda a baixar o estado de alerta que rouba a atenção e, com ela, a memória.

3. Privação de sono

Dormir bem é essencial para consolidar memórias. Durante o sono, especialmente nas fases mais profundas, o cérebro organiza e consolida as informações adquiridas ao longo do dia.

Assim sendo, a falta de sono afeta não só o armazenamento, mas também a recuperação de informações.

4. Envelhecimento

Com o passar dos anos, é natural que haja uma diminuição na velocidade de processamento cognitivo e na capacidade de recuperação de certas memórias.

Isso não significa que a pessoa vá desenvolver demência, mas sim que algumas falhas pontuais tornam-se mais frequentes.

5. Sobrecarga de informações

Vivemos em uma era de excesso de estímulos. O bombardeio constante de dados e notificações prejudica a concentração e faz com que o cérebro tenha dificuldades para selecionar e guardar o que realmente importa.

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Além disso, trabalhar demais, o cansaço e o desenvolvimento de burnout podem ajudar para que isso aconteça.

6. Falta de uso da memória

A memória também precisa ser exercitada.

Logo, se dependemos o tempo todo de dispositivos para lembrar compromissos, senhas e tarefas, reduzimos o esforço mental de lembrar — e, com isso, a memória se atrofia.

7. Alimentação inadequada

A dieta influencia diretamente o funcionamento cerebral. Deficiências de vitaminas (como B12), minerais e ácidos graxos essenciais afetam a capacidade cognitiva.

Além disso, o consumo excessivo de açúcar e alimentos ultraprocessados pode gerar inflamações que impactam negativamente o cérebro.

8. Condições médicas e medicamentos

Doenças como depressão, hipertireoidismo, diabetes e Alzheimer afetam diretamente a memória.

Medicamentos como por exemplo, sedativos, antidepressivos e remédios para pressão alta também podem ter efeitos colaterais que comprometem o desempenho cognitivo.

Quando as falhas de memória são normais — e quando não são

Esquecer uma palavra, um nome ou onde estacionou o carro são esquecimentos comuns e geralmente benignos.

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No entanto, é preciso atenção quando:

  • As falhas de memória ocorrem com frequência crescente.
  • Há dificuldade em aprender coisas novas.
  • A pessoa se perde em lugares familiares.
  • Há confusão entre datas, nomes e eventos importantes.
  • Começam a surgir mudanças comportamentais.

Nesses casos, é importante procurar avaliação médica para descartar ou diagnosticar condições neurológicas como Alzheimer, demência frontotemporal ou comprometimento cognitivo leve.

O que fazer para melhorar sua memória

Se você sente que precisa de ajuda para que a memória funcione melhor, o ideal é seguir os seguintes passos:

1. Durma o suficiente

Estabelecer uma rotina de sono adequada, com ao menos 7 a 8 horas por noite, é uma das medidas mais eficazes para melhorar a memória.

Assim sendo, evite o uso de telas antes de dormir e procure manter horários regulares para deitar-se e levantar-se.

2. Pratique atividade física

Exercícios aeróbicos, como caminhar, correr ou nadar, aumentam o fluxo sanguíneo no cérebro e estimulam a formação de novos neurônios.

Logo, a prática regular também reduz o estresse e melhora o humor — ambos essenciais para a memória.

3. Alimente-se bem

Inclua alimentos ricos em ômega-3 (como peixes de água fria), antioxidantes (frutas vermelhas, vegetais verdes escuros), vitaminas do complexo B e magnésio.

Evite o consumo excessivo de álcool e açúcar.

4. Treine o cérebro

Aprender uma nova língua, fazer palavras cruzadas, tocar um instrumento musical ou até mesmo jogar xadrez são formas eficazes de manter o cérebro ativo e em constante adaptação.

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A novidade estimula a plasticidade cerebral.

5. Reduza o estresse

Práticas como meditação, ioga, respiração consciente e pausas durante o dia ajudam a equilibrar os níveis de cortisol.

Quanto menor o estresse, melhor o funcionamento da memória.

6. Seja organizado

Manter uma agenda, fazer listas de tarefas e estabelecer rotinas pode ajudar a aliviar a sobrecarga da memória de curto prazo.

Logo, organizar informações externamente ajuda a liberar espaço mental para outras tarefas cognitivas.

7. Relacione informações

Para lembrar algo, conecte a informação nova a algo que você já conhece.

Técnicas mnemônicas, como criar histórias ou usar acrônimos, ajudam a fixar melhor conteúdos.

8. Cultive interações sociais

Conversar, debater ideias e manter contato com amigos e familiares estimula diversas áreas do cérebro, além de contribuir para o bem-estar emocional, que também impacta na memória.

A relação entre saúde mental e memória

Nem sempre a falha de memória está ligada ao cansaço, ao envelhecimento ou à falta de atenção.

Em muitos casos, a raiz do problema pode estar na saúde mental.

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Transtornos como ansiedade, depressão, estresse crônico, burnout e até traumas psicológicos têm impacto direto na forma como o cérebro armazena e recupera informações.

A ansiedade, por exemplo, pode causar um estado constante de alerta, dificultando a concentração e a fixação de memórias.

Já a depressão tende a afetar o interesse e a motivação, elementos fundamentais para que algo seja registrado e posteriormente lembrado.

O estresse contínuo eleva os níveis de cortisol, um hormônio que, em excesso, prejudica o funcionamento do hipocampo — área do cérebro essencial para a memória.

Além disso, problemas emocionais também podem afetar o sono, os hábitos alimentares e o convívio social, fatores já conhecidos por influenciar diretamente a saúde cognitiva.

É por isso que cuidar da saúde mental não é apenas importante para o bem-estar emocional, mas também fundamental para manter a mente afiada e a memória funcionando de forma satisfatória.

A psicologia oferece ferramentas para lidar com fatores emocionais que impactam a memória e ajuda a desenvolver estratégias cognitivas que fortalecem a mente.

Portanto, falar sobre o que estamos sentindo, compreender nossos padrões de comportamento e cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar do corpo ou da alimentação.

Se você não conta com apoio psicológico, procure a profissional ideal para te acompanhar. Acesse a plataforma Psicólogas Vila Olímpia agora mesmo!

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Psicóloga Natalia Anauate

Autor: Psicóloga Natalia Anauate - CRP 06/103768Formação: Natália Anauate é psicóloga com mais de 15 anos de experiência em atendimentos individuais e de casal. Com sólida prática clínica, oferece acolhimento em temas como ansiedade, depressão, estresse, autoestima e relacionamentos, auxiliando no autoconhecimento e equilíbrio emocional...

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

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